bailaroska

Bailaroska. (Quase) desde sempre e para sempre. Mesmo quando as pernas já não executarem um perfeito arabesque, quando os pés não aguentarem as pontas e o equilíbrio se for. Porque mais do que uma ocupação, ser bailarina é um estado de espírito e um modo de vida. O meu. Aqui fica o relato das minhas piruetas, dentro e fora dos palcos...

terça-feira, junho 17, 2008

E na última semana foi assim...

Ao que parece, a minha "vida social" é considerada agitada...
Mas que culpa tenho eu se as últimas semanas têm sido de festa?
Rock in Rio, festas de aniversário e casamentos.
E pelo meio alguns passeios. A saber:
1) Feriado Nacional: dia de Camões, de Portugal, das Comunidades. E da raça, ao que parece...
Nós por cá decidimos acordar bem cedo, aproveitar o bom tempo e rumar à Ericeira. Esperava apenas uma praia com ondas apetecíveis aos praticantes de surf. Saiu-me uma vila encantadora, quase grega, de casinhas caiadas de branco e caixilhos azuis. Ruinhas estreitas mas bem cuidadas. Esplanadas sobre o mar e um peixinho grelhado saboroso. Um escaldão nos ombros de tanto querer passear mais e mais.





No regresso, Mafra: 30 anos volvidos sobre o serviço militar. O recordar desse tempo foi o mote para a visita, breve, desta cidade.

A imponência do convento/ palácio de Mafra é apelidada de mamarracho. Ai se o Rei ouvia...
Não resistimos a passar por Óbidos, que eu não conhecia.
Uma ginjinha, um pastel de amêndoa e o deslumbramento daquela povoação entre muralhas.














2) Eu é mais S. João, marteladas e balões.
Mas este ano decidi experimentar o amigo, pelo que a semana de trabalho termina ao almoço de dia 12 e é de comboio que chego a Lisboa para comemorar o Santo António.
O S. Pedro também decidiu ser amigo e presenteia-nos com um dia e uma noite de Verão tropical. Calor!!!!!
As anfitriãs são as meninas de uma casa com vista sobre o Tejo no largo das Portas do Sol. Os convivas esperados são muitos pelo que há que deitar mãos à obra. Mesas e cadeiras são levadas para o pátio, sobremesas são feitas e o fogareiro começa a tentar funcionar. Nem as dicas do vizinho, cuja fogueira nos humilha, nos salvam e as febras, cobaias da nossa inexperiência, continuam algo pálidas. Vale-nos a pronta ajuda de uma convidada que chega.
A sangria experimental da Sofia é provada e aprovada. As sardinhas começam a chegar, deliciosas, aos nossos pratos. A conversa anima. Ainda não saimos de casa e a boa disposição já é imensa. As ruas estão repletas de uma multidão que animada pelo calor abrasador que àquela hora ainda se faz sentir canta e dança ao som de música umas vezes popular, outras nem tanto... Percorremos a animação dos bairros típicos de Lisboa, parando para um copito ou um pézinho de dança.

Tanto andamos e furamos que às 2.30 da manhã os pés pedem descanso. A romaria termina em casa das meninas, onde a conversa e as brincadeiras se prolongam até de madrugada.
Caimos na cama exaustas.

O dia seguinte é o do regresso. Pelas ruas hoje calmas do feriado, vou descendo até à Estação de Santa Apolónia, parando de quando em vez para retratar imagens únicas: os tronos de Santo António, as ruas engalanadas, as velhotas nas escadarias de Alfama a cantarem Beatriz Costa...






Próxima paragem: São João, São João, São João, dá cá um balão para eu brincar...

2 Comments:

  • At 17/6/08 16:36, Blogger Taralhoca said…

    Eu aqui tão longe e quase que me cheira a sardinha...
    Óbidos está nos planos. Pode ser que aproveite para pôr o pezinho na tão gabada Ericeira.

     
  • At 17/6/08 16:49, Anonymous Anónimo said…

    do relatado, só não conheço a ericeira - e o santo antónio não me alicia.

    já a tua vida social, lol, alicia qq um!!! =)

    beijo grande

     

Enviar um comentário

<< Home